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quinta-feira, 2 de abril de 2015

Cientistas podem estar à beira de curar a cegueira, após pesquisa que produziu córnea usando células-tronco raras

Os cientistas poderiam estar à beira de desenvolver uma cura para a cegueira, depois de reproduzir córneas oriundas de células-tronco límbicas em laboratório. A equipe por trás do estudo é do Eye and Ear Research Institute, em Massachusetts, EUA, e acredita que isso é um grande avanço nos estudos de oftalmologia, podendo ajudar os médicos a curarem várias doenças oculares e também na investigação sobre células estaminais.
Eles conseguiram uma maneira de melhorar a reconstituição do tecido da córnea humana usando uma molécula conhecida como ABCB5, que atua como um marcador de células-tronco do limbo, que são difíceis de encontrar. Ao reconstituir esse tipo de tecido, poderia ajudar vítimas de diversas doenças oculares a recuperarem sua visão.
A pesquisa, publicada na revista Nature, é um dos primeiros exemplos conhecidos de ter sido capaz de construir um tecido a partir das células estaminais de um adulto humano. As células-tronco límbicas são encontradas no epitélio do limbo basal, ou limbo, e ajudam a manter e regenerar o tecido da córnea.Anteriormente, transplantes de tecidos ou de células eram usados para ajudar a regenerar a córnea. Porém, até agora, não se sabia se havia células-tronco límbicas presentes nos enxertos e os resultados de outros estudos não haviam sido consistentes.
Na nova pesquisa, os cientistas foram capazes de usar anticorpos chamados ABCB5 para identificar as células-tronco no tecido de doadores humanos mortos e manipulá-las para crescerem como córneas humanas anatomicamente corretas em camundongos.
O co-autor do estudo, Dr. Bruce Ksander, que trabalhou ao lado do Dr. Paraskevi Kolovou, disse: “As células-tronco límbicas são muito raras e são dependentes de transplantes bem sucedidos. Com este achado, será muito mais fácil restaurar a superfície da córnea”.
O outro autor, Dr. Markus Frank, disse: “O ABCB5 permite que as células-tronco do limbo sobrevivam, protegendo-as da apoptose [morte celular programada]”. Acrescentando, a Dra. Natasha Frank afirma: “Os testes nos camundongos nos permitiu, pela primeira vez, entender o papel do ABCB5 no desenvolvimento das córneas e ele será muito importante para o campo de células-tronco no geral”.

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